quarta-feira, 18 de maio de 2011

Muro de Berlim

Com o fim da Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), teve início a Guerra Fria, envolvendo os Estados Unidos (capitalista) e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (socialista). Esse evento promoveu uma série de mudanças no cenário geopolítico global. Essas duas nações tentavam a todo custo impor seu sistema político-econômico em outros países. Uma das atitudes mais inescrupulosas foi a construção do Muro de Berlim, um marco que dividia não só duas ideologias políticas, mas sim, famílias, amigos e uma nação.

Consistia numa barreira geográfica, e, principalmente, num instrumento político ideológico, restringindo o contato da população alemã, dividida em um país com tendências capitalistas e outro socialista.

O Muro de Berlim estabeleceu uma divisão territorial na cidade de Berlim, foi construído em agosto de 1961 a mando do governo da República Democrática Alemã (RDA, ou Alemanha Oriental) para impedir o fluxo de refugiados para a República Federal da Alemanha (RFA, ou Alemanha Ocidental), pois entre os anos de 1949 e 1961, aproximadamente 2,6 milhões de alemães orientais migraram para a Alemanha Ocidental.

Com extensão de 156 quilômetros, o Muro de Berlim possuía mais de 300 torres de observação munidas de militares armados, cercas elétricas, explosivos e cães ferozes; impedia a circulação da população de um território ao outro, estima-se que cerca de 80 pessoas foram mortas ao tentar atravessar de uma Alemanha a outra.

Somente em novembro de 1989, após várias manifestações populares e o fracasso da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, o Muro de Berlim foi derrubado. Após 28 anos da existência do muro, sua queda provocou euforia na população alemã, comemorações foram realizadas nas ruas e o muro começou a ser demolido.
Esse fato representou o fim da Guerra Fria e fortaleceu o processo de reunificação da Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental, que ocorreu definitivamente no dia 3 de outubro de 1990.

No entanto, parte da população, principalmente da Alemanha Ocidental, não se sente satisfeita com a unificação da Alemanha, pois reclamam das diferenças socioeconômicas existentes entre a parte ocidental e a oriental, sendo a primeira mais desenvolvida economicamente, e grande parte dos recursos públicos atualmente são destinados para o desenvolvimento da segunda. Outro fator é o aumento do desemprego na parte ocidental, pois a população da antiga Alemanha Oriental se dispõe a receber salários inferiores ao de mercado.

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